Poesia  /  Entre a Cortina e a Vidraça  /  Rua André Breton

Rua André Breton

Deflagraste em nós na sempiterna circunstância: a pasmaceira.
E por pouco não nos chamaram de Os Franceses.
Nas pequenostes a hora era (e agora?) a dos remorsos engajados.
A imitação do isto, a gangazul, a variz da varina
– pretextos e mais pretextos para lágrima-tinta –
eram o trapo que comíamos ainda.

A rua André Breton está sempre a mudar de rua.
Entendidos, desentendidos, como, ó rapaz, mudámos,
quando desfechaste o teu revólver de cabelos brancos
sobre cada um de nós, os comedores de trapo!

Por uma questão de desgosto,
desde então que desavindos com a vidinha!