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Entre a Cortina e a Vidraça

Vem o tempo de varejeira
entre a cortina e a vidraça.
O tempo assim à minha beira!
Que é que se passa?

E eu, que estava tão enredado
nos baraços do eternamente,
nos lacetes do já passado,
sou esfregado contra o presente.

A varejeira é nacional.
Terei, assim, de preferi-la?
Ora! É a mosca-jornal
– e já agora vou ouvi-la…